Piqué defende: Prefiro não comer do que praticar desporto

 Numa tarde chuvosa de novembro, quando ninguém poderia prever, Gerard Piqué fez um anúncio surpreendente: estava prestes a deixar os campos de futebol.

 Desde então, o ex-jogador do Barcelona tem estado em evidência, não apenas pelo seu papel como empresário, mas também por questões pessoais que têm alimentado o interesse público.

 Entre um divórcio altamente divulgado, uma canção onde é protagonista e um novo relacionamento que tem sido minuciosamente escrutinado, Piqué tem sido alvo de constante avaliação. Talvez seja por isso que, oito meses após encerrar sua carreira, ele tenha decidido voltar a falar sobre futebol.

 Foi durante sua participação no programa "El Larguero" da Cadena SER que Piqué expressou que, por enquanto, não sente falta do futebol. "Não sinto falta alguma do futebol. É um capítulo encerrado na minha vida. Quando se toma a decisão de sair, acabou. Sou muito pragmático em relação a isso.

 Olhar para trás não traz benefícios, quando o capítulo termina, é preciso seguir em frente. Prefiro comer do que praticar esporte. Preciso me desligar até que meu corpo peça para voltar a fazer atividades físicas.

 Prefiro comer menos, mas estou bem. Minha filosofia é fazer o que me dá prazer", explicou Piqué, que deixou os campos aos 35 anos com quatro Ligas dos Campeões em seu currículo.

 Naturalmente, ele foi questionado sobre a situação financeira do Barcelona e a possibilidade de ter encerrado sua carreira naquele momento para aliviar o orçamento do clube catalão, como foi especulado anteriormente.

  "Todas as questões foram resolvidas no dia em que deixei o clube. Eles não me devem nada. Eu não estava jogando e a decisão de sair foi minha. Não faria sentido pedir mais nada.

 Recebi tudo o que merecia enquanto estive em campo", afirmou ele, demonstrando "certa preocupação" com o clube, mas assegurando que tudo está "em boas mãos" com Joan Laporta.

 "Sabemos que a situação financeira não é a melhor, mas estamos confiantes nas mãos certas. Temos um presidente e uma diretoria que já passaram por situações semelhantes e conseguiram superar. Eles já enfrentaram isso em 2003.

 São corajosos e sabem o que estão fazendo. Estamos em modo de sobrevivência, mas sem abrir mão dos títulos. Devemos continuar a vencer. A história nos motiva a competir a cada ano e a conquistar troféus.

 Ao mesmo tempo, financeiramente, não somos totalmente competitivos. E o presidente sabe como lidar com esse jogo. Acredito que os próximos dois ou três anos serão cruciais", comentou Piqué, que defendeu as cores do Barcelona de 2008 a 2022.